segunda-feira, 30 de março de 2009

A lição que se tirou de uma grande confusão.

























veja como se começa
uma grande confusão
só precisa de dois brabo
e uma boa multidão
pra poder rolar cacete
até um cair no chão


já vi briga entrar num dia
e no outro acabar
começar com pouca gente
e com muita terminar
sem saber qual o motivo
que se fez pra começar

foi no meio de uma dessas
que veio algo interesante
para o povo que estava
tanto perto como distante
vou contar o aprendizado
que se fez naquele instante

foi na praça da cidade
uma festa sucedia
todo mundo acompanhava
o que se acontecia
era a filha do prefeito
que chegava da Bahia

o prefeito empolgado
essa festa organizou
todo mundo da cidade
ele logo convidou
do pequeno até o grande
feriado decretou

as cadeiras na calçada
pra melhor observar
o forró estava solto
pra quem gosta de dançar
e depois de meio dia
caldeirão de mungunzá

um palanque bem bonito
para quem quiser falar
boas vindas à menina
que estava pra chegar
era a dona dessa festa
não tem hora pra acabar

a hora está chegando
o prefeito anunciou
viu o carro que chegava
bem de longe avistou
mesmo instante mesma hora
muitos fogos disparou

do carro até o palanque
no instante aconteceu
a menina envergonhada´
para o povo apareceu
bem feliz e satisfeita
um sorriso a todos deu

a visão de formosura
logo logo se surgia
e o povo admirado
com a beleza que se via
da cabeça até os pés
todo mundo assim dizia

cada um que no palanque
começasse a falar
a rasgar de elogios
poesias a recitar
só falando da beleza
que a menina foi mostrar

a menina admirada
só queria explicação
sabia que tudo aquilo
vinha bem do coração
e sentou-se na cadeira
toda cheia de emoção

foi aí que se avistou
coronel cumpadre Bento
falou mais de dez minutos
pra deixar o povo atento
deu presente pra menina
lhe pediu em casamento

coronel cumpadre Xico
mesma hora apareceu
disse não admitir
o convite era meu
pegue a reta e vá simbora
pois quem manda aqui sou eu

não preciso explicar
o que houve em seguida
os capanga apareceram
todos prontos para a briga
foi saindo de mansinho
quem tivesse amor a vida

o cenário estava pronto
para a grande confusão
cada um que aprocimasse
com a espingarda na mão
só esperando a ordem
que vinhesse do patrão

coronel cumpadre Bento
se encheu de uma brabeza
e falou no microfone
deixe de sua afoiteza
pois eu sou muito mais forte
ganho a briga com certeza

coronel cumpadre Xico
deu um giro pelo chão
terminando com um grito
e puxando o seu facão
venha agora se for homem
pois eu brigo até na mão

depois de toda ameaça
cada um se aproximou
um chegou perto do outro
e o povo se espalhou
mais a menina deu um grito
que a briga se esfriou

parem logo com essa briga
eu não quero confusão
quem quiser brigar por mim
vai perder sua razão
quem quiser ficar comigo
faça a minha pediçao

por você eu faço tudo
pode ser até agora
disse o cumpadre Xico
eu não quero nem demora
dou-lhe cabra dou-lhe bode
dou fazenda, vamo imbora

não saia sem escutá
o que eu tenho para dar
disse o cumpadre Bento
depois de se ajoelhá
é pedindo e recebendo
tudo que quiser ganhá

eu não quero o dinheiro
nem presente material
meu pedido é outra coisa
é bem fora do normal
vai ser prova de amor
de quem é fenomenal

todos ficaram atento
esperando a petição
não sabiam o que vinha
mas não tinham discursão
faziam na mesma hora
o pedido de paixão

a menina continua
começou a explicá
maior prova de amor
quem tiver para me dá
é sacrificar a vida
pode agora começá

coronel cumpadre Bento
observa a multidão
e depois de engolir seco
lhe faz a observalção
se eu lhe der a minha vida
perco tudo,foi em vão

coronel cumpadre Xico
falou logo ora pois
se eu der a minha vida
como vai ficar depois
tu se casa com o Bento
e eu morto para o dois

mas ela não arredou
disse que não desistia
é a vida em sacrifício
quem quiser faça valia
quero ver quem é o macho
que em outra hora se dizia

cada um pro outro olhou
disse não fazer o feito
não queriam mais ficar
com a filha do prefeito
nem parece que em outra hora
davam tudo que era jeito

a menina comovida
disse não se espantar
esperou a multidão
logo se organizar
pra depois dizer a todos
que menssagem tinha a dar

nunca fiz muita questão
pela vida de ninguém
eu só fiz esse pedido
pra falar-les de alguém
que morreu por todos nós
sem saber quem era quem

e o povo perguntava
quem fez essa valentia
todo mundo admirado
com o que a moça dizia
quem morreu por todo mundo!
quem nos dá a garantia

a menina bem segura
começou a explicação
foi Jesus de Nazaré
quem morreu com a missão
para todos que quizerem
lhe aceitar de coração

vejam como é o homem
seu amor é bem distante
diz que faz e acontece
fica logo radiante
mas quando vem o sacrifício
ele corre mesmo instante

Jesus Cristo eu lhes digo
seu amor é bem perfeito
suportou tudo na cruz
para o mundo criar jeito
é pro nosso benefício
ele teve muito peito

pra quem nada entendeu
hoje eu posso explicar
quem pediu uma garantia
hoje eu tenho para dar
preste muita atenção
no que eu vou lhes falar

somos todos pecadores
neste mundo de razão
o errado quem pratica
só lhe vem condenação
e quem faz o que é certo
ganha logo a salvação

pois é esse o problema
que você não entendia
não há justo nessa terra
todos pecam todo dia
todo mundo condenado
vive pela agonia

o problema do pecado
deixa o povvo impotente
nada se pode fazer
todo mundo tá carente
de pureza e salvação
que nos deixa bem contente

quem não pode perceber
a verdade adiante
de vê toda a humanidade
da alegria bem distante
peço bem de coração
abra os olhos neste instante

foi por isso que eu no palco
fiz aquela petição
pra poder mostrar a todos
toda essa condição
só quem pode nos dar vida
é Jesus pra salvação

para o povo em minha frente
eu lhes dou o anunciado
Jesus Cristo deu a vida
mas já foi ressuscitado
que é pra hoje nós vivermos
do pecado libertado

não precisa ter dinheiro
nem fazer uma boa ação
nem ser filho do prefeito
nem ser bom de coração
só aceito jesus Cristo
essa é a condição

a menina assim termina
a menssagen anunciou
e ficou bem entendido
para o povo que escutou
e Jesus naquele instante
cada vida bem tocou

se Jesus falou pro povo
através dessa lição
peço pra falar pra ti
que com o texto tá na mão
entender que Jesus Cristo
é a nossa libertação.

É isso aí turma!!!

mais um cordel do Amart para o nosso cordelaria,espero que gostem.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Amart no Coque.

No dia 18 deste mês, a galera do Amart teve o grande prazer de levar seu batuque na comunidade do Coque, em Recife. mais uma vez foi uma experiência muito boa,há tempo que tinhamos o desejo de fazer uma visita nesta comunidade tão sofrida e guerreira. pois para quem não sabe o Coque é uma das comunidades com o menor indice de IDH ( indice de desenvolvimento humano)do nosso Estado, além de ser vitima de uma forte onda de violência que tem atingido em cheio a sua juventude.
Já tive o prazer de desenvolver em parceria com a prefeitura do Recife um trabalho com jovens e adolescelentes no Coque, conheci muita gente boa ali, pessoas guerreiras que tem lutado sem medidas por uma transformação social na comunidade, confesso que aprendi muito com todos ali,a turma do Neinfa, MABI, o pessoal do Costa Porto e vários moradores que acreditam no futuro melhor e entendem o seu papel para a construção deste futuro. É por essas e outras que sempre desejei levar o amart no Coque e compartilhar com essa turma todos esses sentimentos. Graças a Deus chegou o dia.

Foi um convite mais do que especial do Pr. Davi que com o apoio de um grupo de americamos desenvolve já a mais de um ano um projeto belíssimo no Coque. o trabalho envolve crianças e várias famílias da região, e faz parte da missão voluntários por Cristo. chegamos por volta das 18:30 e fizemos um arrastão com muito batuque na comunidade, rolou um momento em que paramos em uma praça e compartilhamos algumas poesias de cordel e uma boa roda de ciranda é claro. A comunidade recebeu a gente com muita alegria e participação, foi um momento muito especial nas ruas do Coque.
E pra finalizar rolou mais batuques e peformaces no galpão do projeto, onde conhecemos melhor a galera da comunidade, tinha uns jovens que tocavam violino divinamente e fiquei impresionado com o trabalho deles, eles fazem parte da orquestra sinfonica do Coque, e pra mim ficou mais do que confirmado a importância e a força da inclusão social através da arte.
Infelizmente não temos imagens deste dia, mais deixo pra vocês algumas imagens do Coquevive, um trabalho impar que também é feito ali, e com certeza vai ajudar a você leitor, conhecer o lado bom do Coque.

Que Deus abençoe Pr. Davi e todos que fazem parte do Projeto VC.









sábado, 21 de março de 2009

BORA POVO!!!

Vem aí mais uma novidade para o nosso blog: BORA POVO!!!

será um espaço para mostrar para os nossos blogueiros o que tem de melhor do nosso povo, ou seja, grandes entrevistas com gente que pensa, que cria e que faz o melhor do nosso País.

Por isso o BORA POVO está no ar. fiquem espertos para curtirem altas entrevistas com várias personalidades do nosso Brasil.

E pra começar vamos postar uma excelente entrevista com o Pr. Reidson Mesquita, que desenvolve um trabalho maravilhoso de grupos pequenos na Primeira Igreja Batista do Recife. foi um bate papo muito bom em uma tarde na sua sala, pena que não pudemos regristar toda a conversa, mas com certeza vai o melhor deste papo para vocês, sobre um assunto que consideramos fundamental para vida cristã: Discipulado.

Por isso para inaugurar o BORA POVO, a entrevista com o Pr. Reidson Mesquita.



1. Qual a importância para uma pessoa o envolvimento num grupo pequeno?
Uma definição de grupo pequeno: “Um grupo reduzido e limitado de pessoas que se reúnem semanalmente para...”. Dependendo da visão que a liderança da igreja tem pode ser direcionado para edificação de seus membros ou como uma ferramenta para evangelização. A ênfase está nos relacionamentos. Há tempo para compartilhar coisas pessoais, orar e compartilhar a Bíblia. É importante está num grupo pequeno para que haja integração. Não é de hoje que se diz: “o que importa é a qualidade e não quantidade”. Tenho aprendido que qualidade, saúde, gera quantidade. Se as pessoas estão integradas tem tudo para permanecer na igreja. É importante está num grupo pequeno para que haja intimidade. Jesus estava sempre cercado da multidão somente num grupo pequeno Ele pôde compartilhar as coisas que ouvia do próprio Deus. “Não chamo mais vocês de servo mais de amigos porque tudo que tenho ouvido do meu Pai lhes tornei conhecido”. João 15. 15 não havia restrição entre Jesus e os seus discípulos. É importante está num grupo pequeno para que haja identidade. Num mundo onde somos identificados muitas vezes por senhas, por números, temos a necessidade de sermos conhecidos pelo nome não queremos o tempo todo ser chamado de irmão. Ficamos felizes quando ouvimos o nosso nome. É importante está num grupo pequeno para que haja instrução na Palavra. Em Atos dos Apóstolos a igreja se reunia para se dedicar ao ensino dos apóstolos e à comunhão, ao partir do pão e às orações. At. 2. 42. É importante está num grupo pequeno para que a integridade seja trabalhada, nosso caráter seja forjado. Em Gálatas 4. 19 Paulo expressa: “Meus filhos novamente estou sofrendo dores de parto por sua causa, até que Cristo seja formado em vocês”.

2. Tenho percebido uma substituição do grupo pequeno por grupo de estudo bíblico. O que você acha disso?

É necessário deixar claro a diferença que há entre eles. Os dois têm o seu valor. No entanto, o grupo pequeno focaliza relacionamento, cuidado. O grupo de estudo focaliza a informação. É importante trabalhar de modo equilibrado. O grupo pequeno não deve suprimir a Bíblia, pois empobreceria o encontro. Agora, dirigir o grupo como estudo bíblico no modelo professor-aluno descaracteriza a proposta do grupo pequeno. A orientação para cada líder é que ele facilite um ambiente onde haja o compartilhar, a oração e um conteúdo a ser transmitido. Quando os primeiros cristãos se reuniam se dedicavam ao ensino dos apóstolos também.

3. Que relação existe entre grupo pequeno e saúde emocional?

O ser humano é dividido em três partes diria um tricotomista: Corpo, espírito e alma. Um dicotomista diria que é constituído de duas partes: corpo, alma e espírito. Já um unicista defenderia a impossibilidade de dividir o ser humano alegando a integralidade. Embora existam posições diferentes podemos perceber que as emoções não são ignoradas por nenhuma das três linhas apresentadas. No Evangelho de João no capítulo 15 podemos ler a respeito do relacionamento que há entre Deus (o agricultor), Jesus (a videira) e os seus discípulos (os ramos). Os ramos são saudáveis à medida que permitem a podadura. No grupo pequeno através da prestação de contas somos tratados, admitindo a necessidade de mudanças em nossa vida, somos encorajados a refletir sobre nós mesmos, sobre o próximo e sobre o relacionamento com Deus. Isso não exclui a possibilidade de sermos trabalhados por psicólogos ou médicos.

4. Qual a contribuição dos grupos pequenos para o crescimento de uma igreja?

Nancy Dusilek em seu livro liderança cristã escreve: “Na liderança cristã servimos a Cristo como líder das suas ovelhas. Quando rebanho é pequeno, o pastor conta com o auxílio de uma ovelha que conduz as demais. Quando ele é maior, os pastores, comumente, usam cães para liderar, por causa de sua fidelidade e cuidado. Nunca se viu um bom cão pastor agredir as ovelhas”. Quando o rebanho cresce se multiplica o pastor não tem condições de acompanhar, cuidar de cada ovelha sozinho. Líderes de grupo pequeno são extremamente importantes para cuidar das pessoas a fim de que não se dispersem tornando-se vulneráveis ao ataque ou a queda. E mesmo que isso venha acontecer eles poderão solicitar apoio.
Não existe crescimento saudável sem pastoreio. Quando me refiro a crescimento não penso apenas em números, a reprodução é conseqüência da saúde.

5. Existe hoje uma pequena quantidade de discipuladores para a formação dos grupos pequenos. Você acha que é mesmo por falta de tempo?

Responderei essa pergunta em três etapas.
1) Em Mateus 9. 35 – 38 está escrito: “Jesus ia passando por todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando as boas novas do Reino e curando todas as enfermidades e doenças. Ao ver as multidões, teve compaixão delas, porque estavam aflitas e desamparadas, como ovelhas sem pastor. Então disse aos seus discípulos: a colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Peçam, pois, ao Senhor da colheita que envie trabalhadores para a sua colheita”. Essa defasagem não é de hoje.

2) Em Mateus 28. 19 “Vão e façam discípulos...”. Cuidar de pessoas exige responsabilidade, maturidade e vida. O apóstolo Paulo escrevendo aos Tessalonicenses usou as seguintes palavras “De fato vocês se tornaram imitadores nossos e do Senhor”. I Ts. 1. 6.

3) O apóstolo Pedro escreve aos presbíteros: “Pastoreiem o rebanho de Deus que está aos seus cuidados olhem por ele não por obrigação, mas de livre vontade como Deus quer. Não façam isso por ganância, mas com desejo de servir”. I Pe. 5. 2. A motivação correta é um coração agradecido por tudo que Jesus fez por nós.


Pr Reidson Mesquita de Andrade
Ordenado ao Ministério Pastoral em 24 de novembro de 1999. Atual Vice-moderador, líder do Ministério de Pequenos Grupos e Ministério Administrativo da Primeira Batista do Recife.

sexta-feira, 20 de março de 2009

O BOM SAMARITANO

O BOM SAMARITANO

Uma parábola riquíssima em detalhes e compaixão, era uma noite de sábado no marco zero no centro do Recife quando nos reunimos para ler e meditar nas escrituras das boas novas, e ai nós nos perguntávamos que é o nosso próximo? Foi quando o Mazinho explicava o sentido da palavra e saímos de lá maravilhados e esperançosos com o texto.
No dia seguinte o Mazinho chega e nos mostra uma linda poesia que Deus tinha dado pra ele,eu fiquei muito encantado com a riqueza de detalhes do texto, depois amadureci a idéia de fazer um vídeo e usar a linda poesia como tema. Espero que vocês apreciem o vídeo e a poesia, que Deus te abençoe e te faça refletir sobre o próximo.

Douglas Fagner
video

segunda-feira, 16 de março de 2009

Dobradinha do Ari.

Povo Bom...

Para o Cordelaria desta semana segue uma bela dobradinha do Ariovaldo Ramos, que além de escrever belos sonetos, é filósofo e teólogo, além de diretor acadêmico da Faculdade Latino-americana de Teologia Integral, missionário da Sepal e presidente da Visão Mundial.








Conversas com Deus

Conversas francas com o nosso Senhor;
Que são, eu o espero, reverentes.
Tornam, de fato, bastante patentes,
Crises de mui sério inquiridor.

Coisa, até um tanto, resolvida:
Questões de teologia e pessoais;
Perguntas, aparentemente normais,
De quem confronta essa cara vida.

São as respostas que tenho buscado,
E os fatos que tenho questionado,
Os tais que, me desculpem os ateus,

Ainda que a eles não pareça,
Por mais mesmo, que a dúvida cresça,
É bem melhor perguntar para Deus.






O Pão de Cada Dia


Quero de tudo que o poder traz,
Mas, se cada dia tem o seu mal...
Que venha só minha porção de sal;
Deve ser este o preço da paz.

Eu não sei, de fato, do que preciso:
Eu quero o mundo; quero o fundo;
Só me vejo num devaneio rotundo;
Tento, mas, não consigo ser conciso.

Eu busco alguém que me direcione,
Que me diga o que me impulsione.
Senhor! No meu lugar, o que faria?

Não liga para a minha loucura...
E para me livrar dessa tortura,
Que só seja o pão de cada dia.

Fonte: www.ariovaldoramos.com.br

sexta-feira, 13 de março de 2009

Compaixão.



A compaixão é uma expressão forte, pessoal, evangélica. Requer envolvimento, participação, solidariedade. Jesus compadeceu-se da multidão faminta e providenciou-lhes alimento.

Compaixão é a virtude que nos permite entrar e participar da dor e da necessidade dos outros. É também a capacidade de preservar nossa humanidade – na medida em que entramos e participamos da vida do outro, com suas limitações, lutas, ambigüidades e sofrimentos, percebemos que não somos diferentes. Por outro lado, a sociedade em que vivemos estimula mais a competição do que a compaixão, intensificando o abismo entre os seres humanos. Na medida em que precisamos nos mostrar melhores, mais competentes, eficientes e fortes do que os outros, nos afastamos deles e, ao invés de olhar para o próximo como alguém semelhante a nós, vemo-lo com desconfiança, cinismo e medo.

A forma como Deus escolheu nos salvar e redimir não foi pela via do poder ou da eliminação do sofrimento, muito pelo contrário – ele escolheu enviar seu Filho para partilhar conosco nossa dor e sofrimento. Deus tornou-se humano em Cristo para viver entre nós e compartilhar conosco sua vida e amor. Encontramos em Jesus alguém que experimentou todas as nossas fraquezas, sofrimentos, dores e tentações e, mesmo sem nenhum pecado, participou da nossa condição humana pecadora tão completamente a ponto de assumir sobre si nossos pecados e enfermidades como se fossem seus. Esta capacidade de se envolver e absorver aquilo que é nosso como se fosse seu é o que a Bíblia chama de compaixão. Jesus não veio para se mostrar melhor do que nós, mas para ser como nós. Mesmo sendo Deus eterno, fez-se homem entre nós e sofreu a nossa dor.



Jesus, certa vez, disse: “Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mateus 11:28-30). Trata-se, sem dúvida, de um convite extravagante e generoso, cheio de amor e compaixão – logo, um convite raro nos dias de hoje. Certamente, Jesus se dirigia a um público semelhante àquele ao qual ele um dia olhou e se compadeceu porque eram como ovelhas que não tinham pastor. Gente sofrida, confusa, perdida, aprisionada. No entanto, ao invés de rejeitá-los, como a maioria de nós naturalmente faz, ele os convida para se juntarem a ele, e mais, para trazerem seus fardos e seu cansaço, oferecendo-lhes descanso e alívio para suas almas.

O descanso que Jesus oferece não é eliminando o cansaço ou exorcizando o sofrimento, mas oferecendo-se para caminhar conosco no caminho da dor. É isso o que significa tomar sobre nós o jugo dele. Neste caminhar, vamos aprendendo com ele no exercício da humildade e da mansidão, o jeito dele de lidar com as adversidades e o cansaço da alma. Jesus foi “homem de dores”; ele experimentou o sofrimento como ninguém jamais experimentou. Experimentou a traição, o abandono, a incompreensão, a rejeição, a dor física, moral e espiritual. No entanto, em seu caminho para o Calvário, ele enfrentou cada situação com humildade e mansidão.



Ele não se oferece para, num passe de mágica, eliminar nossa dor e cansaço, mas se oferece para caminhar ao nosso lado e nos ensinar a enfrentá-la, a lidar com ela, não a rejeitando, mas acolhendo-a com mansidão e humildade.

Nossa natureza é muito egoísta. Tentamos ser, quando muito, simpáticos com os outros, mas a simpatia é um sentimento que perdeu seu significado. Quando alguém tenta demonstrar simpatia, assume normalmente uma atitude de superioridade, como quem olha por cima e tenta compreender o que acontece, mas sem se envolver pessoalmente e emocionalmente. É muito comum ver esse tipo de simpatia em períodos eleitorais como o atual, onde políticos saem de seus gabinetes e tiram seus ternos para demonstrar “simpatia” para com o povo. Eles vão às favelas, passeiam pelas feiras populares, cumprimentam o povo, provam de sua comida, entram nos hospitais e posam para os fotógrafos ao lado dos enfermos. Fazem promessas e mostram sua indignidade com as condições precárias de moradia, educação, saúde e segurança; uma vez eleitos, procuram demonstrar sua simpatia com discursos e projetos populares, mas continuam apenas simpáticos – em seus mandatos, não se envolvem e nem partilham da dor e do sofrimento do pobre.

A compaixão é uma expressão forte, pessoal, evangélica. Requer envolvimento, participação, solidariedade. Jesus compadeceu-se da multidão faminta e providenciou-lhes alimento. Ficou profundamente compadecido quando viu um homem doente de lepra, tocou nele e o curou. Da mesma forma, ao ver o sofrimento de um homem dominado por espíritos imundos, Jesus teve compaixão e o libertou, devolvendo sua sanidade e humanidade. Compaixão foi uma das marcas da vida e ministério de Jesus. Sua capacidade de ver, sentir, acolher e envolver-se com a dor e aflição do outro caracterizou sua passagem entre nós.

Como poderemos nos tornar mais compassivos diante da impessoalidade, competitividade e superficialidade da cultura moderna? Como romper com a ansiedade, insegurança e medo que nos envolve cada dia mais e nos transforma em seres obcecados pela luta da “sobrevivência”, tornando-nos competitivos, arrogantes e sempre preocupados em “vencer”? O caminho para a liberdade e justiça passa pela compaixão. Precisamos voltar nossos olhos para o Evangelho de Cristo e, mais uma vez, sermos transformados por ele. O apelo do apóstolo Paulo, quando pede para “não nos conformarmos com o mundo, mas para sermos transformados pela renovação da mente”, é profundamente atual. Não podemos deixar que a cultura moderna, com seu apelo ao egoísmo e à competitividade, modele nossa mente e nos faça olhar para o outro apenas com uma “simpatia” distante e impessoal.

Fomos criados e salvos para amar e nos doar, e o chamado para a compaixão é a forma como o amor e a doação são encarnados. Dar pão a quem tem fome e água a quem tem sede, envolver-se com o enfermo e acolher o estranho, visitar o preso e vestir o nu, são algumas formas que Jesus nos apresenta para o exercício da compaixão. Talvez, uma síntese de tudo isto é a necessidade de aprendermos a nos alegrar com os que estão alegres e chorar com os que choram, como nos recomendam as Escrituras.




Ricardo Barbosa de Souza é conferencista e pastor da Igreja Presbiteriana do Planalto, em Brasilia.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Amart Indica



Depoimentos surpreendentes e belo repertório - O roteiro do Palavra (En)cantada tem sua narrativa construída na costura de depoimentos, performances musicais e bela trilha sonora. A abertura do filme é surpreendente, com Adriana Calcanhotto cantando, em franco-provençal, versos de Arnaut Daniel, poeta provençal do século XII, considerado um dos maiores da história, um artesão da integração entre palavra e som.

A partir da idéia sugerida por Lenine, de que os compositores brasileiros são descendentes diretos do trovador, o filme lança olhar sob diversos aspectos da formação cultural brasileira. Dos intérpretes que declamam poesia nos palcos aos cantadores nordestinos que improvisam diversos gêneros na viola, passando pelo Rap que, segundo o rapper Ferréz, "é uma mera continuação do cordel", Palavra (En)cantada é uma reflexão sobre a tradição oral e a diversidade cultural brasileira, resultado do cruzamento entre as culturas erudita e popular.






Estréia nesta sexta!!! com um elenco maravilhoso(Tom zé, Arnaldo antunes, Lenine, Ferréz e outros). Por isso Amart indica para todos aqueles que são amantes de uma boa musica e poesia brasileira.

terça-feira, 10 de março de 2009


Dinheiro, derradeiro, traiçoeiro, passageiro
que cega as prostitutas, ladrões e todos os fuleiros
que faz o pai de família soar o dia inteiro
em meio ao stress,estafa do seu trabalho
desenpregado,desesperado por seu primeiro salário
na selva de pedra tem vários
de fato dinheiro é um mal necessário
mas todo mundo faz tudo ao contrário
trata as pessoas como objeto e ama objetos mais que pessoas
na boa
o capitalismo não perdoa
é injusto, cruel e covarde
trata pessoas com parcialidade e não pelo que elas são de verdade
na verdade a superficialidade é o bastante
e a aparência um fator determinante
esquecem que o mais importante
é amar a Deus sobre todas as coisas e ao seu semelhante
pois quem quer viver a verdade descobre
a história do Rei que sendo rico se fez pobre
morreu para tornar excluídos de coração nobre
por isso que ao nome de Jesus todo joelho se dobre.

Poesia urbana do amigo e poeta cristão Fábio Lins. os textos do Fábio soam em rimas de rap por vários lugares da nossa cidade, que junto com outros guerreiros formam a banda de rap o Verbo de Deus. É isso aí fabão! você tem dado uma grande contribuição ao Reino de Deus com sua arte, e agora no coderlaria também.

Que Deus te use cada vez mais, e como você mesmo escreveu: ao nome de Jesus, todo joelho se dobre.