Mostrando postagens com marcador Cordelaria. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cordelaria. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 19 de julho de 2010

PAU DE FITAS.

Eita, Dona Maria,
Tu passou correndo e parou!
Viu um mastro com fitas girando.

Mesma hora e instante pensou:
”Nossa vida é um jogo de cores”.
Eu afirmo, o caminho tu achou.

O AMARELO é riqueza e alegria
Gozo, paz, mansidão e amor.
É o mundo perfeito vivido
Construído com grande valor.

Mas o ESCURO invadiu esse mundo
Lhe tirou liberdade e sabor.

Eita! Mundo feliz, cadê tu nessa vida corrida?
Todos procuram e não acham.
Onde é que encontro guarida
Onde possa ser feliz e ser gente?
Onde é que encontro essa vida?

E nesta busca sem fim,
Um caminho encontrei, Dona Maria.
É O VERMELHO do sangue perfeito
Que provoca uma grande alegria.
Transformando o sujo em limpo,
Deixa BRANCA a vida vazia.

No caminho que ando agora
Eu afirmo pro AZUL vai levar.
É o Céu com muitas moradas,
Onde todos podemos gozar
E viver uma vida perfeita,
No caminho que só Jesus dá!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Principe da Paz

Príncipe da Paz
Tua paz
Toda paz

Paz que excede
Alimenta
Transforma
Sustenta

Paz que reina
Vivifica
Anima

Paz que toma
Me leva
E eleva

Aos Teus braços
Ao Teu colo
Teu coração

E aqui tudo é paz
Tudo é Teu
Tudo és Tu.


“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.” Isaías 9.6

Que a paz que excede todo entendimento encha a vida de todos vocês hoje e sempre.

Deus abençoe a todos!

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

vida embolada


Vida Embolada.
vida embolada
embolada vida
na embolada
vida embolou
desembolando
essa minha vida
é o meu caminho
é nesse vou que vou

peço licença
pra sair e pra chegar
vou para qualquer lugar
que eu dê para ficar
que eu ganhe um pouco
desse pouco que sobrou
daquele pouco que é oco
pra eu poder me alimentar

vou caminhando
e vou vendo nesse mundo
que o pouco é pra muito
e que o muito em pouco tá
na repartida:
é muito pra pouca panela
e muita panela com pouco pra se virá

se o meu caminho
não foi feito e não tá pronto
entrei no time
que não tem nada pra dá
não tenho casa, nem dinheiro,nem comida
como não pode minha vida embolá

quem não conhece
vai ficar sabendo agora
que a vida me toda hora
nunca foi pra embolá
mas se o caminho fez uma grande embolada
eu sei quem pode fazer desembolá

só Jesus Cristo é quem faz desembolá.

(Mazinho)

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

GALOPE A BEIRA MAR – NOVO TESTAMENTO

Autor: Fernando Paixão

Eu lembro que o povo lá da Galiléia
No tempo passado esperava o Messias
Até que cessou a contagem dos dias
Surgindo do meio da classe plebéia
Um jovem pregando pra sua platéia
Dizendo que as coisas precisam mudar
E chama discípulos pra lhe ajudar
Convidando gente do campo e da praça
Chamou pescadores que viu na barcaça
Cantando galope na beira do mar.


Tudo começou quando na Palestina
O povo amargava uma forte opressão
Sofrendo sonhava por libertação
E de Nazaré uma jovem menina
Tão doce, inocente, pura e pequenina
Um anjo aparece pra lhe avisar
Que seu ventre puro iria gerar
Um filho que ia ser grande poeta
Salvador e santo, pastor e profeta
Cantando galope na beira do mar.


A jovem assustada prostrou-se no chão
Dizendo que aquilo não era possível
Mas a pulsação do seu peito sensível
Qual jovem criança quase sem razão
Dizendo pro anjo: não tenho varão
Por isso não posso esse filho gerar
Mas, faça-se em mim o que Deus desejar
Pra Deus quero ser uma serva fiel
Cantando louvores ao Deus de Israel
Nos dez de galope na beira do mar.


O tempo passou e o povo escutava
A voz que clamava no alto deserto
Pra cima, pra baixo, pra longe e pra perto
Soava essa voz que o profeta pregava
Nas águas do rio também batizava
Pedindo ao povo pra se preparar:
Que nosso Messias não tarda a chegar
- Batizo com água começando o jogo
Mas ele batiza com Espírito e com fogo
Cantando galope na beira do mar.


Jesus aparece para João Batista
Mergulha nas águas do Rio Jordão
Quando se batiza tem uma visão
Narrada no livro do Evangelista
O céu se abrindo diante da vista
Palavra serena ele ouve no ar
O Espírito Santo vem sobrevoar
Jesus nessa hora se faz consciente
Que ele é o Filho do Onipotente
Cantando galope na beira do mar.


E para o deserto ele foi conduzido
A soma dos dias contava quarenta
Jesus persevera, se esforça e enfrenta
Todo pesadelo por ele sofrido
Escuta uma voz lhe falando no ouvido
Eu tenho poderes pra lhe ofertar
Porém Jesus Cristo se fez superar
Não foi seduzido por seu inimigo
Com a força de Deus se livrou do perigo
Cantando galope na beira do mar.


E assim começou para o pobre e pequeno
Feliz despontar de uma nova bonança
Porque nessa hora a finada esperança
Já ressuscitava em Jesus Nazareno
Aquele rapaz com aspecto sereno
Com plenos poderes se pôs a pregar
Chamando os pequenos para celebrar
Seu Reino de paz, de justiça e igualdade
Um Reino onde impera somente a verdade
Nos dez de galope na beira do mar.


A sua mensagem não foi escutada
Por gente importante da sua nação
Porém encantando toda multidão
A boa semente da paz foi plantada
Mas foi o Sinédrio que armou a cilada
Dizendo: esse homem nós vamos calar
Prenderam, julgaram para o condenar
A morte cruel duma cruz amargou
No terceiro dia ele ressuscitou
Cantando galope na beira do mar.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

O VALOR DA RESSURREIÇÃO



Autor: Euriano Sales

Grandes reis, grandes juizes
Grandes magos e profetas
Grandes homens desse mundo
Cantores, Artistas e Atletas
Cientistas, Generais, Presidentes
Todos eles tiveram uma meta

Muitos deles a cumpriram
Começou e Terminou
Mas teve gente que infelizmente
No meio do caminho ficou
Morreram antes da hora
E nunca ressuscitou

Livros incompletos
Teorias inacabadas
Mandatos não cumpridos
Guerras não finalizadas
Obras interrompidas
Esperanças derrubadas

Tem profeta que foi e nao veio
E tem gente que ainda espera
Maomé, Buda, Zoroastro
Cada um em sua era
Estão mortos e enterrados
E o povo ainda venera

Como pode alguém venerar
Um ser igual a mim
Eu mesmo é que não queria
Crer num deus assim
No aperreio pra quem eu apelo?
Um ser que já teve seu fim?

Eu quero algo diferente
Que seja maior do que Eu
Que seja maior que o mundo
Maior do que os anjos de Deus
Prefiro crer em alguem
Que até a morte venceu

Dessa forma eu tenho esperança
A morte nao é o fim do meu mundo
Pois prefiro crer na vitória
Ainda que seja absurdo
Quem disse que a morte é lucro
Entendeu o sentido de tudo

Resolvi então adorar
Esse alguém que eu imaginei
Será que existe um ser assim?
Entre os profetas, deuses e Rei?
Se existe com certeza
É a ele que eu seguirei

Procurei no dicionário
Começando na letra A
Acabei não demorando muito
Pois no J, lá está
Esse alguém que eu procurava
Era Jesus, Leão de Judá

Carpinteiro e Profeta,
Foi homem, é Deus e Rei
É maior do que o mundo
Maior de todos que eu falei
Venceu povos e culturas
Sem burlar nenhuma lei

Dividiu a história no meio
Antes e depois de Cristo
Deu visão a quem foi cego
Fez milagres imprevistos
Tudo o que ele preveu
Aconteceu como foi dito

Perseguido ele foi
E numa cruz foi pendurado
Morreu como foi previsto
Passou três dia enterrado
Mas foi o único que ressucitou
E o seu trabalho terminado

sábado, 15 de agosto de 2009

PAI NOSSO?

Turma esse é o nosso espaço, o cordelaria, e encontrei mais um parceiro de blog e pedi autorização para postar algumas poesias de seu blog e o irmão autorizou, legal não é! Galera, assim podemos compartilhar belos textos e refletir, o que é melhor.
O blog do nosso amigo é www.poesiaevanglica.blogspot.com fiquem à-vontade para dar uma passadinha lá e se deleitarem em maravilhosos textos. Fiquem na paz e logo teremos mais coisas por aí!




PAI NOSSO?


Será Inútil Dizer "Pai Nosso"
Se em minha vida não ajo como filho de Deus,
fechando meu coração ao amor.

Será Inútil Dizer "Que estais no Céu"
Se os meus valores são representados
pelos bens na terra.

Será Inútil Dizer "Santificado Seja Vosso Nome"
Se penso apenas em ser Cristão por medo,
superstição e comodismo.

Será Inútil Dizer "Seja feita a Vossa Vontade
Aqui na Terra como no Céu"
Se no fundo desejo mesmo é que todos os
Meus desejos se realizem.

Será Inútil Dizer "O Pão Nosso de cada dia nos dai hoje"
Se prefiro acumular riquezas, desprezando
meus irmãos que passam fome.

Será Inútil Dizer "Perdoai as nossas ofensas assim
como nós perdoamos a quem nos têm ofendido"
Se não me importo em ferir, injustiçar, oprimir e magoar
aos que atravessam o meu caminho.

Será Inútil Dizer "E não nos deixeis cair na tentação"
Se escolho sempre o caminho mais fácil,
que nem sempre é o caminho de Deus.

Será Inútil Dizer "Livrai-nos do mal"
Se por minha própria vontade procuro os prazeres
materiais, e se tudo o que é proibido me seduz.

Será Difícil Dizer "Amém"
Porque sabendo que sou assim, continuo a
me omitir e nada faço para me modificar.

Autor desconhecido

segunda-feira, 8 de junho de 2009

100 anos de patativa.

E hoje eu escrevo pouco. trago pronto uma homenagem a patativa em seu pleno centenário. Sua biografia com direito a poesia é claro!!!

E vamo que Vamo.


EU QUERO.


Quero um chefe brasileiro

Fiel, firme e justiceiro

Capaz de nos proteger

Que do campo até à rua

O povo todo possua

O direito de viver



Quero paz e liberdade

Sossego e fraternidade

Na nossa pátria natal

Desde a cidade ao deserto

Quero o operário liberto

Da exploração patronal



Quero ver do Sul ao Norte

O nosso caboclo forte

Trocar a casa de palha

Por confortável guarida

Quero a terra dividida

Para quem nela trabalha



Eu quero o agregado isento

Do terrível sofrimento

Do maldito cativeiro

Quero ver o meu país

Rico, ditoso e feliz

Livre do jugo estrangeiro



A bem do nosso progresso

Quero o apoio do Congresso

Sobre uma reforma agrária

Que venha por sua vez

Libertar o camponês

Da situação precária



Finalmemte, meus senhores,

Quero ouvir entre os primores

Debaixo do céu de anil

As mais sonoras notas

Dos cantos dos patriotas

Cantando a paz do Brasil








Poeta popular e cantador repentista de viola nordestino nascido em Serra de Santana, pequena propriedade rural, no município e a três léguas da cidade de Assaré, no Sul do Ceará, um dos maiores poetas populares do Brasil, retratista do árido universo da caatinga nordestina cuja obra foi registrada em folhetos de cordel, discos e livros.

Foi o segundo filho do modesto casal de agricultores Pedro Gonçalves da Silva e Maria Pereira da Silva. Perdeu a vista direita, no período da dentição (1913), em conseqüência de uma moléstia vulgarmente conhecida por Dor-d'olhos. Aos oito anos, ficou órfão de pai e teve que trabalhar ao lado de meu irmão mais velho, para sustentar os mais novos.

Aos doze anos, freqüentou durante quatro meses sua primeira e única escola, onde, sem interromper o trabalho de agricultor e quase como um autodidadata, aprendeu a ler e escrever e se tornou apaixonado pela poesia. De treze para quatorze anos começou a fazer seus primeiros versinhos que serviam de graça para os vizinhos e conhecidos, pois o sentido de tais versos eram brincadeiras de noite de São João, testamentos do Judas, gozação aos preguiçosos etc.

Com 16 anos de idade, comprou uma viola e começou a cantar de improviso. Aos 20 anos de idade viajou para o Pará em companhia de um parente José Alexandre Montoril, que lá morava, onde passou cinco meses fazendo grande sucesso como cantador. De volta ao Ceará, regressou à Serra de Santana, onde continuou na mesma vida de pobre agricultor e cantador.

Casou-se com uma parenta, D. Belinha, com quem se tornou pai de nove filhos. Sua projeção em todo o Brasil se iniciou a partir da gravação de Triste Partida (1964), toada de retirante de sua autoria gravada por Luiz Gonzaga, o Rei do Baião. Teve inúmeros folhetos de cordel e poemas publicados em revistas e jornais e publicou Inspiração Nordestina (1956), Cantos de Patativa (1966).

Figueiredo Filho publicou seus poemas comentados em Patativa do Assaré (1970). Gravou seu primeiro LP Poemas e Canções (1979) uma produção do cantor e compositor cearense Fagner. Apresentou-se com o cantor Fagner no Festival de Verão do Guarujá (1981), período em que gravou seu segundo LP A Terra é Naturá, lançado também pela CBS. A política também foi tema da obra e de sua vida. Durante o regime militar, ele condenava os militares e chegou a ser perseguido.

Participou da campanha das Diretas-Já (1984) e publicou o poema Inleição Direta 84. No Ceará, sempre apoiou o governo de Tasso Jereissati (PSDB), a quem chamava de amigo. Ao completar 85 anos foi homenageado com o LP Patativa do Assaré - 85 Anos de Poesia (1994), com participação das duplas de repentistas Ivanildo Vila Nova e Geraldo Amâncio e Otacílio Batista e Oliveira de Panelas. Tido como fenômeno da poesia popular nordestina, com sua versificação límpida sobre temas como o homem sertanejo e a luta pela vida, seus livros foram traduzidos em diversos idiomas e tornaram-se temas de estudo na Sorbonne, na cadeira da Literatura Popular Universal, sob a regência do Professor Raymond Cantel.

Contava com orgulho que desde que começou a trabalhar na agricultura, nunca passou um ano sem botar a sua roçazinha, a não ser no ano em que foi ao Pará. Quase sem audição e cego desde o final dos anos 90, o grande e modesto poeta brasileiro, com apenas um metro e meio de altura, morreu em sua casa, em Assaré, interior do Ceará, a 623 quilômetros da capital estadual Fortaleza, aos 93 anos, após falência múltipla dos órgãos em conseqüência de uma pneumonia dupla, além de uma infecção na vesícula e de problemas renais, e foi enterrado no cemitério São João Batista, na sua cidade natal.

Outros livros importantes de sua autoria foram Inspiração nordestina, Cantos de Patativa, Rio de Janeiro (1967), Cante lá que eu canto cá, Filosofia de um trovador nordestino, Editora Vozes, Petrópolis (1978), Ispinho e Fulô, SCD, Fortaleza (1988) e Balceiro, SCD, Fortaleza (1991), Aqui tem coisa, Multigraf/ Editora, Secretaria da Cultura e Desporto do Estado do Ceará, Fortaleza (1994) e Cordéis, URCA, Universidade Regional do Cariri, Juazeiro do Norte. Sobre ele foram produzidos os filmes Patativa de Assaré, Um poeta camponês, curta-metragem documentário, Fortaleza, Brasil (1979) e Patativa do Assaré, Um poeta do povo, curta-metragem documentário, Fortaleza, Brasil (1984).





Poeta popular e cantador repentista de viola nordestino nascido em Serra de Santana, pequena propriedade rural, no município e a três léguas da cidade de Assaré, no Sul do Ceará, um dos maiores poetas populares do Brasil, retratista do árido universo da caatinga nordestina cuja obra foi registrada em folhetos de cordel, discos e livros.

Foi o segundo filho do modesto casal de agricultores Pedro Gonçalves da Silva e Maria Pereira da Silva. Perdeu a vista direita, no período da dentição (1913), em conseqüência de uma moléstia vulgarmente conhecida por Dor-d'olhos. Aos oito anos, ficou órfão de pai e teve que trabalhar ao lado de meu irmão mais velho, para sustentar os mais novos.

Aos doze anos, freqüentou durante quatro meses sua primeira e única escola, onde, sem interromper o trabalho de agricultor e quase como um autodidadata, aprendeu a ler e escrever e se tornou apaixonado pela poesia. De treze para quatorze anos começou a fazer seus primeiros versinhos que serviam de graça para os vizinhos e conhecidos, pois o sentido de tais versos eram brincadeiras de noite de São João, testamentos do Judas, gozação aos preguiçosos etc.

Com 16 anos de idade, comprou uma viola e começou a cantar de improviso. Aos 20 anos de idade viajou para o Pará em companhia de um parente José Alexandre Montoril, que lá morava, onde passou cinco meses fazendo grande sucesso como cantador. De volta ao Ceará, regressou à Serra de Santana, onde continuou na mesma vida de pobre agricultor e cantador.

Casou-se com uma parenta, D. Belinha, com quem se tornou pai de nove filhos. Sua projeção em todo o Brasil se iniciou a partir da gravação de Triste Partida (1964), toada de retirante de sua autoria gravada por Luiz Gonzaga, o Rei do Baião. Teve inúmeros folhetos de cordel e poemas publicados em revistas e jornais e publicou Inspiração Nordestina (1956), Cantos de Patativa (1966).

Figueiredo Filho publicou seus poemas comentados em Patativa do Assaré (1970). Gravou seu primeiro LP Poemas e Canções (1979) uma produção do cantor e compositor cearense Fagner. Apresentou-se com o cantor Fagner no Festival de Verão do Guarujá (1981), período em que gravou seu segundo LP A Terra é Naturá, lançado também pela CBS. A política também foi tema da obra e de sua vida. Durante o regime militar, ele condenava os militares e chegou a ser perseguido.

Participou da campanha das Diretas-Já (1984) e publicou o poema Inleição Direta 84. No Ceará, sempre apoiou o governo de Tasso Jereissati (PSDB), a quem chamava de amigo. Ao completar 85 anos foi homenageado com o LP Patativa do Assaré - 85 Anos de Poesia (1994), com participação das duplas de repentistas Ivanildo Vila Nova e Geraldo Amâncio e Otacílio Batista e Oliveira de Panelas. Tido como fenômeno da poesia popular nordestina, com sua versificação límpida sobre temas como o homem sertanejo e a luta pela vida, seus livros foram traduzidos em diversos idiomas e tornaram-se temas de estudo na Sorbonne, na cadeira da Literatura Popular Universal, sob a regência do Professor Raymond Cantel.

Contava com orgulho que desde que começou a trabalhar na agricultura, nunca passou um ano sem botar a sua roçazinha, a não ser no ano em que foi ao Pará. Quase sem audição e cego desde o final dos anos 90, o grande e modesto poeta brasileiro, com apenas um metro e meio de altura, morreu em sua casa, em Assaré, interior do Ceará, a 623 quilômetros da capital estadual Fortaleza, aos 93 anos, após falência múltipla dos órgãos em conseqüência de uma pneumonia dupla, além de uma infecção na vesícula e de problemas renais, e foi enterrado no cemitério São João Batista, na sua cidade natal.

Outros livros importantes de sua autoria foram Inspiração nordestina, Cantos de Patativa, Rio de Janeiro (1967), Cante lá que eu canto cá, Filosofia de um trovador nordestino, Editora Vozes, Petrópolis (1978), Ispinho e Fulô, SCD, Fortaleza (1988) e Balceiro, SCD, Fortaleza (1991), Aqui tem coisa, Multigraf/ Editora, Secretaria da Cultura e Desporto do Estado do Ceará, Fortaleza (1994) e Cordéis, URCA, Universidade Regional do Cariri, Juazeiro do Norte. Sobre ele foram produzidos os filmes Patativa de Assaré, Um poeta camponês, curta-metragem documentário, Fortaleza, Brasil (1979) e Patativa do Assaré, Um poeta do povo, curta-metragem documentário, Fortaleza, Brasil (1984).

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Assim assado.

Para quem anda de cor assim. cuidado para não ser assado por aqueles que acham preciso ser "assim assado."

Por isso mais uma dos secos e molhados.




são duas horas da madrugada de um dia assim
um velho anda de terno velho assim assim
quando aparece o guarda belo
quando aparece o guarda belo
É posto em cena fazendo cena um treco assim
bem apontado nariz chato assim assim
Quando aparece a cor do velho
Quando aparece a cor do velho

Mas guarda belo não acredita na cor assim
ele decide o terno velho assim assim
porque ele quer o velho assado
porque ele quer o velho assado
mas mesmo assim o velho morre assim assim
e o guarda belo é o heroi assim assado
por que é preciso ser assim assado
por que é preciso ser assim assado

João Ricardo

terça-feira, 5 de maio de 2009

Delírio...

não vou buscar
a esperança
na linha do horizonte
nem saciar
a sede do futuro
da fonte do passado
nada espero
e tudo quero
sou quem toca
sou quem dança
quem na orquestra
desafina

quem delira
sem ter febre

sou o par
e o parceiro
das verdades
à desconfiaça

( Gerson conrad- Paulinho mendonça)

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Prefeitura sem prefeito.


Antônio Gonçalves da Silva, mais conhecido como Patativa do Assaré (Assaré, Ceará, 5 de março de 1909 — 8 de julho de 2002) foi um poeta popular, compositor, cantor e improvisador brasileiro.



Neste texto Patativa de uma forma muito criativa, critica a total falta de presença do prefeito do seu município na prefeitura, onde ele conclui em cada estrofe com os versos: nunca vi numa cidade prefeitura sem prefeito.
Prefeitura sem prefeito(por Patativa do Assaré)

Nessa vida atroz e dura
Tudo pode acontecer
Muito breve há de se ver
Prefeito sem prefeitura;
Vejo que alguém me censura
E não fica satisfeito
Porém, eu ando sem jeito,
Sem esperança e sem fé,
Por ver no meu Assaré
Prefeitura sem prefeito.

Por não ter literatura,
Nunca pude discernir
Se poderá existir
Prefeito sem prefeitura.
Porém, mesmo sem leitura,
Sem nenhum curso ter feito,
Eu conheço do direito
E sem lição de ninguém
Descobri onde é que tem
Prefeitura sem prefeito.

Ainda que alguém me diga
Que viu um mudo falando
Um elefante dançando
No lombo de uma formiga,
Não me causará intriga,
Escutarei com respeito,
Não mentiu este sujeito.
Muito mais barbaridade
É haver numa cidade
Prefeitura sem prefeito.

Não vou teimar com quem diz
Que viu ferro dar azeite,
Um avestruz dando leite
E pedra criar raiz,
Ema apanhar de perdiz
Um rio fora do leito,
Um aleijão sem defeito
E um morto declarar guerra,
Porque vejo em minha terra
Prefeitura sem prefeito.




Também trazemos outro texto fantástico do Patativa, que dentro de uma prisão se dirige a uma patativa que também se encontrava presa em uma gaiola.

Patativa desconte,

Nesta gaiola cativa,

Embora bem diferente,

Eu sou também Patativa,

Linda avezinha pequena,

Temos o mesmo desgosto,

Sofremos a mesma pena,

Embora, em sentido oposto.

Meu sofrer e teu penar

Clamam a Divina Lei.

Tu, presa para cantar

E eu preso porque cantei.

Valeu Patativa!!! O Amart registra aqui no Cordelaria uma grande admiração por sua obra, sabendo a forte importância que você teve na poesia popular.

em breve vamos postar mais sobre obra e vida de Patativa do Assaré.

segunda-feira, 30 de março de 2009

A lição que se tirou de uma grande confusão.

























veja como se começa
uma grande confusão
só precisa de dois brabo
e uma boa multidão
pra poder rolar cacete
até um cair no chão


já vi briga entrar num dia
e no outro acabar
começar com pouca gente
e com muita terminar
sem saber qual o motivo
que se fez pra começar

foi no meio de uma dessas
que veio algo interesante
para o povo que estava
tanto perto como distante
vou contar o aprendizado
que se fez naquele instante

foi na praça da cidade
uma festa sucedia
todo mundo acompanhava
o que se acontecia
era a filha do prefeito
que chegava da Bahia

o prefeito empolgado
essa festa organizou
todo mundo da cidade
ele logo convidou
do pequeno até o grande
feriado decretou

as cadeiras na calçada
pra melhor observar
o forró estava solto
pra quem gosta de dançar
e depois de meio dia
caldeirão de mungunzá

um palanque bem bonito
para quem quiser falar
boas vindas à menina
que estava pra chegar
era a dona dessa festa
não tem hora pra acabar

a hora está chegando
o prefeito anunciou
viu o carro que chegava
bem de longe avistou
mesmo instante mesma hora
muitos fogos disparou

do carro até o palanque
no instante aconteceu
a menina envergonhada´
para o povo apareceu
bem feliz e satisfeita
um sorriso a todos deu

a visão de formosura
logo logo se surgia
e o povo admirado
com a beleza que se via
da cabeça até os pés
todo mundo assim dizia

cada um que no palanque
começasse a falar
a rasgar de elogios
poesias a recitar
só falando da beleza
que a menina foi mostrar

a menina admirada
só queria explicação
sabia que tudo aquilo
vinha bem do coração
e sentou-se na cadeira
toda cheia de emoção

foi aí que se avistou
coronel cumpadre Bento
falou mais de dez minutos
pra deixar o povo atento
deu presente pra menina
lhe pediu em casamento

coronel cumpadre Xico
mesma hora apareceu
disse não admitir
o convite era meu
pegue a reta e vá simbora
pois quem manda aqui sou eu

não preciso explicar
o que houve em seguida
os capanga apareceram
todos prontos para a briga
foi saindo de mansinho
quem tivesse amor a vida

o cenário estava pronto
para a grande confusão
cada um que aprocimasse
com a espingarda na mão
só esperando a ordem
que vinhesse do patrão

coronel cumpadre Bento
se encheu de uma brabeza
e falou no microfone
deixe de sua afoiteza
pois eu sou muito mais forte
ganho a briga com certeza

coronel cumpadre Xico
deu um giro pelo chão
terminando com um grito
e puxando o seu facão
venha agora se for homem
pois eu brigo até na mão

depois de toda ameaça
cada um se aproximou
um chegou perto do outro
e o povo se espalhou
mais a menina deu um grito
que a briga se esfriou

parem logo com essa briga
eu não quero confusão
quem quiser brigar por mim
vai perder sua razão
quem quiser ficar comigo
faça a minha pediçao

por você eu faço tudo
pode ser até agora
disse o cumpadre Xico
eu não quero nem demora
dou-lhe cabra dou-lhe bode
dou fazenda, vamo imbora

não saia sem escutá
o que eu tenho para dar
disse o cumpadre Bento
depois de se ajoelhá
é pedindo e recebendo
tudo que quiser ganhá

eu não quero o dinheiro
nem presente material
meu pedido é outra coisa
é bem fora do normal
vai ser prova de amor
de quem é fenomenal

todos ficaram atento
esperando a petição
não sabiam o que vinha
mas não tinham discursão
faziam na mesma hora
o pedido de paixão

a menina continua
começou a explicá
maior prova de amor
quem tiver para me dá
é sacrificar a vida
pode agora começá

coronel cumpadre Bento
observa a multidão
e depois de engolir seco
lhe faz a observalção
se eu lhe der a minha vida
perco tudo,foi em vão

coronel cumpadre Xico
falou logo ora pois
se eu der a minha vida
como vai ficar depois
tu se casa com o Bento
e eu morto para o dois

mas ela não arredou
disse que não desistia
é a vida em sacrifício
quem quiser faça valia
quero ver quem é o macho
que em outra hora se dizia

cada um pro outro olhou
disse não fazer o feito
não queriam mais ficar
com a filha do prefeito
nem parece que em outra hora
davam tudo que era jeito

a menina comovida
disse não se espantar
esperou a multidão
logo se organizar
pra depois dizer a todos
que menssagem tinha a dar

nunca fiz muita questão
pela vida de ninguém
eu só fiz esse pedido
pra falar-les de alguém
que morreu por todos nós
sem saber quem era quem

e o povo perguntava
quem fez essa valentia
todo mundo admirado
com o que a moça dizia
quem morreu por todo mundo!
quem nos dá a garantia

a menina bem segura
começou a explicação
foi Jesus de Nazaré
quem morreu com a missão
para todos que quizerem
lhe aceitar de coração

vejam como é o homem
seu amor é bem distante
diz que faz e acontece
fica logo radiante
mas quando vem o sacrifício
ele corre mesmo instante

Jesus Cristo eu lhes digo
seu amor é bem perfeito
suportou tudo na cruz
para o mundo criar jeito
é pro nosso benefício
ele teve muito peito

pra quem nada entendeu
hoje eu posso explicar
quem pediu uma garantia
hoje eu tenho para dar
preste muita atenção
no que eu vou lhes falar

somos todos pecadores
neste mundo de razão
o errado quem pratica
só lhe vem condenação
e quem faz o que é certo
ganha logo a salvação

pois é esse o problema
que você não entendia
não há justo nessa terra
todos pecam todo dia
todo mundo condenado
vive pela agonia

o problema do pecado
deixa o povvo impotente
nada se pode fazer
todo mundo tá carente
de pureza e salvação
que nos deixa bem contente

quem não pode perceber
a verdade adiante
de vê toda a humanidade
da alegria bem distante
peço bem de coração
abra os olhos neste instante

foi por isso que eu no palco
fiz aquela petição
pra poder mostrar a todos
toda essa condição
só quem pode nos dar vida
é Jesus pra salvação

para o povo em minha frente
eu lhes dou o anunciado
Jesus Cristo deu a vida
mas já foi ressuscitado
que é pra hoje nós vivermos
do pecado libertado

não precisa ter dinheiro
nem fazer uma boa ação
nem ser filho do prefeito
nem ser bom de coração
só aceito jesus Cristo
essa é a condição

a menina assim termina
a menssagen anunciou
e ficou bem entendido
para o povo que escutou
e Jesus naquele instante
cada vida bem tocou

se Jesus falou pro povo
através dessa lição
peço pra falar pra ti
que com o texto tá na mão
entender que Jesus Cristo
é a nossa libertação.

É isso aí turma!!!

mais um cordel do Amart para o nosso cordelaria,espero que gostem.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Dobradinha do Ari.

Povo Bom...

Para o Cordelaria desta semana segue uma bela dobradinha do Ariovaldo Ramos, que além de escrever belos sonetos, é filósofo e teólogo, além de diretor acadêmico da Faculdade Latino-americana de Teologia Integral, missionário da Sepal e presidente da Visão Mundial.








Conversas com Deus

Conversas francas com o nosso Senhor;
Que são, eu o espero, reverentes.
Tornam, de fato, bastante patentes,
Crises de mui sério inquiridor.

Coisa, até um tanto, resolvida:
Questões de teologia e pessoais;
Perguntas, aparentemente normais,
De quem confronta essa cara vida.

São as respostas que tenho buscado,
E os fatos que tenho questionado,
Os tais que, me desculpem os ateus,

Ainda que a eles não pareça,
Por mais mesmo, que a dúvida cresça,
É bem melhor perguntar para Deus.






O Pão de Cada Dia


Quero de tudo que o poder traz,
Mas, se cada dia tem o seu mal...
Que venha só minha porção de sal;
Deve ser este o preço da paz.

Eu não sei, de fato, do que preciso:
Eu quero o mundo; quero o fundo;
Só me vejo num devaneio rotundo;
Tento, mas, não consigo ser conciso.

Eu busco alguém que me direcione,
Que me diga o que me impulsione.
Senhor! No meu lugar, o que faria?

Não liga para a minha loucura...
E para me livrar dessa tortura,
Que só seja o pão de cada dia.

Fonte: www.ariovaldoramos.com.br

terça-feira, 10 de março de 2009


Dinheiro, derradeiro, traiçoeiro, passageiro
que cega as prostitutas, ladrões e todos os fuleiros
que faz o pai de família soar o dia inteiro
em meio ao stress,estafa do seu trabalho
desenpregado,desesperado por seu primeiro salário
na selva de pedra tem vários
de fato dinheiro é um mal necessário
mas todo mundo faz tudo ao contrário
trata as pessoas como objeto e ama objetos mais que pessoas
na boa
o capitalismo não perdoa
é injusto, cruel e covarde
trata pessoas com parcialidade e não pelo que elas são de verdade
na verdade a superficialidade é o bastante
e a aparência um fator determinante
esquecem que o mais importante
é amar a Deus sobre todas as coisas e ao seu semelhante
pois quem quer viver a verdade descobre
a história do Rei que sendo rico se fez pobre
morreu para tornar excluídos de coração nobre
por isso que ao nome de Jesus todo joelho se dobre.

Poesia urbana do amigo e poeta cristão Fábio Lins. os textos do Fábio soam em rimas de rap por vários lugares da nossa cidade, que junto com outros guerreiros formam a banda de rap o Verbo de Deus. É isso aí fabão! você tem dado uma grande contribuição ao Reino de Deus com sua arte, e agora no coderlaria também.

Que Deus te use cada vez mais, e como você mesmo escreveu: ao nome de Jesus, todo joelho se dobre.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Poeminha Sentimental.


Depois de uma pequena pausa para o carnaval, trazemos mais uma poesia para o nosso Cordelaria.
E o poeta que invade este espaço é o Mario Quintana, um grande nome da nossa literatura. Natural de Agreste, RS. É o poeta das coisas simples. Despreocupado em relação à critica, quintana faz poesia porque "sente nescessidade", como ele mesmo afirma. Autor de várias obras, Quintana nos presenteia com seus ricos textos,e com certeza não podemos deixar de colocar no Cordelaria alguns dos seus poemas.

o texto que vamos postar hoje se chama Poeminha sentimental,trazendo para nós uma breve reflexão do verdadeiro amor.

valeu Quintana!!!


POEMINHA SENTIMENTAL

O meu amor, o meu amor, Maria
É como um fio telegráfico da estrada
Aonde vêm pousar as andorinhas...
De vez em quando chega uma
E canta
(Não sei se as andorinhas cantam, mas vá lá!)
Canta e vai-se embora
Outra, nem isso,
Mal chega, vai-se embora.
A última que passou
Limitou-se a fazer cocô
No meu pobre fio de vida!
No entanto, Maria, o meu amor é sempre o mesmo:
As andorinhas é que mudam.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

O Caminho da salvação.


Está inaugurado a nossa casa de poesias populares: A Cordelaria.

o mais novo espaço do nosso blog, onde vai rolar muita poesia de vários poetas espalhados por nosso Brasil afora. Cordelaria é isso: poesia, alegria e um espaço democrático para todos que curtem um bom texto poético. Por isso turma, o blog do Amart inaugura este espaço acreditando que vai rolar um verdadeiro sarau virtual.

E que o Cordelaria seja um grande presente pra todos os Amarteiros que curtem o nosso blog.


E Pra inaugurar o Cordelaria, nós postamos um belo Cordel do Amart chamado: O caminho da salvação.

Este é um texto bastante usado em nossos trabalhos onde revela um pequeno diálogo entre dois homens, neste dialogo é revelado a nós que todos os caminhos podem chegar a Roma, mas só um leva a salvação...



valeu turma!!!


Vou contá-lhe o que ganhei
pois de graça recebi
que me deu muita alegria
e por isso eu estou aqui
e se eu ganhei de graça
dou de graça para ti

Por andar tanto no mundo
hoje eu posso afirmar
pra saber qualquer caminho
basta só me perguntar
não tem rua nesta terra
que eu não saiba informar

Eu já era conhecido
por dar tanta informação
todo perdido que chegava
eu lhe dava solução
mais um dia veio um homem
que mexeu meu coração

Antes de se apresentar
veio logo a perguntar
se tu conheces os caminhos
com certeza vai falar
o caminho da salvação
como faz pra se chegar

Espentado eu penssei
demorou pra entender
mas agora eu lhe digo
eu agora vou responder
obedecer aos dez mandamentos
e ao vizinho entender

Não é esse o caminho
logo o homem respondeu
pois se fosse desse jeito
cada um fazia o seu
o único caminho é Jesus
que por todos nós morreu

Só um caminho leva ao céu
esse eu digo é Jesus
ninguém vai chegar a Deus
se não for por sua luz
se você não conhecia
hoje sabes quem conduz

Espantado eu penssei
demorou pra entender
mas agora eu lhe digo
eu agora vou responder
Jesus Cristo é o caminho
que se pode percorrer.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009